Sementes de Qualidade

Institucional

09/09/2020

Segundo normativa do Ministério da Agricultura (MAPA), os lotes de sementes a serem comercializados devem apresentar germinação total de, no mínimo, 80%. Entretanto, mesmo que essa exigência seja atendida, existem diferenças no estabelecimento inicial das plântulas no campo para lotes com uma mesma porcentagem de germinação total, por exemplo. O principal fator que explica essa diferença é o vigor das sementes. Isso porque sementes com elevado vigor apresentam processos metabólicos mais rápidos, proporcionando maior agilidade na emissão de raiz primária,  maior tamanho inicial das plântulas e maior uniformidade durante o processo de germinação, o que consequentemente resulta em ganho de produtividade (Mielezrski et al., 2008; Minuzzi et al., 2010). Embora importante, não existe obrigatoriedade da realização de testes de vigor para a comercialização das sementes.

Logo, considerando essa lacuna no mercado de venda de sementes,  a Nativa Agronegócios se diferencia atualmente no  setor por ter um protocolo próprio de controle de qualidade de sementes através de testes descritos pela literatura científica e testes próprios da empresa. Abaixo são descritos alguns procedimentos realizados pela empresa visando comprovar o alto vigor dos lotes de sementes comercializados pela empresa:

1 - No momento da compra, são selecionados lotes de sementes com base nos resultados das análises prévias realizadas pelos fornecedores em laboratórios certificados pelo MAPA.

2 – Posteriormente, o coordenador do departamento de sementes da Nativa, engenheiro agrônomo Ítalo Faria, realiza coletas de sementes nos lotes de sementes selecionados no galpão do fornecedor.

3 – Imediatamente após a coleta, as amostras são levadas para a Estação Experimental da Nativa Agronegócios no município de Patos de Minas. Sob acompanhamento do supervisor de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa,  Doutor em Agronomia Luiz Otávio Duarte, são realizados os seguintes testes:

- Envelhecimento acelerado: nesse teste, realizado em laboratório com o uso de câmara BOD, as sementes são expostas a condições extremas de temperatura e umidade (Krzyzanowski et al., 1991). Em seguida, conduz-se, ainda em laboratório, teste de germinação das sementes sob condições rigorosamente controladas. Logo, torna-se possível distinguir lotes de sementes com baixo e alto vigor. Com isso, são selecionados apenas os lotes com alto vigor, os quais permitem o adequado estabelecimento inicial da cultura mesmo em condições adversas no campo (Marcos-Filho, 2015).   

- Teste de germinação em condições ambientes: realizado em canteiros de areia, nesse teste são avaliados o vigor, a germinação e o índice de velocidade de emergência (IVE) em condições ambientes. O objetivo é avaliar a qualidade das sementes simulando as condições no campo.

4 – Posteriormente, os melhores lotes, selecionados rigorosamente com base nos resultados dos testes, são destinados para o Tratamento de Semente Industrial (TSI). Nessa ocasião, os lotes selecionados são submetidos a novos testes, em laboratório certificado, 48 h antes do início do tratamento de sementes para confirmar que os mesmos apresentam qualidade adequada para comercialização.

Garantias para observação no pedido:

Pré laudo da Nativa - até 5 dias antes da entrega da semente.

Entrega da semente será programada por semanas, a qual deve ser descrita no pedido, para garantia de atendimento do prazo previsto.

 

Referências bibliográficas:

KRZYZANOWSKI, F.C.; FRANÇA-NETO, J.B.; HENNING, A.A. Relato dos testes de vigor disponíveis para as grandes culturas. Informativo ABRATES, v.1, n.2, p.15-53, 1991.

MARCOS-FILHO, J. Seed vigor testing: an overview of the past, present and future perspective. Scientia Agricola, v.72, n.4, p.363-374, 2015.

MIELEZRSKI, F.; SCHUCH, L.; PESKE, S.; PANOZZO, L.; CARVALHO, R.; ZUCHI, J. Desempenho em campo de plantas isoladas de arroz híbrido em função da qualidade fisiológica das sementes. Revista Brasileira de Sementes, v. 30, n. 3, p. 139-144, 2008.

MINUZZI, A.; BRACCINI, A.D.L.; RANGEL, M.A.S.; SCAPIM, C.A.; BARBOSA, M.C.; ALBRECHT, L.P. Qualidade de sementes de quatro cultivares de soja, colhidas em dois locais no estado de Mato Grosso do Sul. Revista Brasileira de Sementes, v. 32, n. 1, p. 176-185, 2010.